09 abril 2012

THE NEW WORLD SERVICES: SPECIALIZES IN NOT SPECIALIZING


Welcome To Legs e Mother NY in New York 18/August 2010 Standard Hotel 155 quartos 66 dançarinos e 30 elementos de uma orquestra em 20 minutos numa experiência única ao vivo.

Quando o especializado deixar de ser específico e atravessa qualquer barreira geográfica do mundo das artes do design do espectáculo da fotografia ... é isto que temos.

Clicar no link: http://www.welcometolegs.com/
Menu Work Target Kaleidoscopic Spectacular
ou http://vimeo.com/couchmode/legs/videos/sort:date/16856913
Watch it.

Legs uma empresa de serviços criativos que vai onde outros não se atrevem.
Welcome To Legs é garantidamente o futuro num presente já aqui.

07 abril 2012

O LUGAR DA ARTE

Arte está em todo o lado. 
Na grande parte dos nossos percursos do quotidiano deparamo-nos com arte.
O que distingue a arte de um museu e a arte pública afinal?
E qual a mais valia de um não-lugar? E qual o seu papel?

Segundo Marc Augé etnólogo francês um não-lugar não é mais que um "espaço de anonimato" desprovido de caracterização pessoal  em locais de circulação pública e do quotidiano.
Encontramo-la em estações metropolitanas praças etc.
Muitas vezes contemplada mas desprezada para alguns um motivo de curiosidade para outros apenas a banalidade de um dia comum.
Enquanto a arte de um museu subjuga os visitantes às regras de comportamento social e ao protocolo do bom senso permanece como um objecto intangível a qualquer interacção limitando a experiência estética entre obra e observador a arte pública porém permite a liberdade de um papel educativo mais encorajador.
Podemos fazer parte da obra. Tocar. Intervir.
É aqui que a arte pública adquire uma importância fundamental que aproxima a arte dos seus observadores enquanto ferramenta educativa fomentando o diálogo entre as pessoas fazendo-as reflectir estimulando o seu pensamento.
Aqui a relação entre obra e observador implica a envolvência com o próprio contexto de lugar de um não-lugar.
Em boa verdade mediante a realidade de consumidores de cultura e arte que estatisticamente reflecte uma minoria de interessados ou curiosos que se deslocam aos museus prova que a arte estabelecida na rua temporária ou permanente vem assim assumir para tantos outros possivelmente o único contacto com arte de autores num espaço urbano.
"A fruição das obras de arte pública é feita no contexto do mundo real da cultura popular (...) em oposição os museus são vistos como reservatório de receptores e fruidores de um espectáculo." José G.Abreu em Margens e Confluências
Certamente que existem obras em museus que contrapõem excepcionalmente estes parâmetros onde é possível interagir com a peça quebrando esta limitação padronizada sendo que a sua análise deverá ser sempre contida em contextos concretos.
Mais que um produto social e cultural num espaço público é uma forma de viabilizar o transporte de informação de fácil acesso sem as barreiras museológicas relembrando de que não é só importante conhecer arte como criar uma identidade numa comunidade.
O seu uso educativo investe na facilidade de integração de novos conhecimentos em situações naturais por vezes familiares rompendo com formalismos institucionais e promovendo "aprendizagens contextualizadas".

Agora quando estiver na rede metropolitana de Lisboa ou nas várias praças que envolvem a capital ou mesmo numa pequena localidade onde a fonte de um mero largo remonta a uma outra parte da História vai decerto ter em conta o seu valor ou uma nova perspectiva.
Tanto que não seja vai pensar: ah! isto é arte pública.

(Imagens retiradas da Internet)

Fonte bibliográfica_José G.Abreu em Margens e Confluências

06 abril 2012

CORRIDA CONTRA O TEMPO




Portas.
Servem de morada de quem vive no seu mundo único e pessoal de memórias e vivências. 
Porque é que as portas merecem sequer algum destaque?
Mais que uma entrada ou saída de quem a passa são um retrato de épocas. 
Do passado do presente e até mesmo do futuro.
Falam de gentes de vidas de rotinas de marcos encerrando a própria História em si.
Portas batentes e aldrabas são Património esquecido. 
Ao contrário da calçada portuguesa que actualmente tem um valor patrimonial e cultural reconhecido internacionalmente as portas de Portugal caíram num profundo enterro.
Destinadas apenas à sua função prática desempenham um papel de passagem de    quem entra e sai de quem vai e vem de quem não quer saber.
As portas (madeira aço ferro vidro alumínio etc) integram partes constituintes como as batentes ou aldrabas ou ainda espelhos de fechaduras que recordam alguns dos ofícios mais antigos de sempre a carpintaria. Não se comprometia apenas a produzir a porta e toda a sua estrutura mas também os trabalhos ornamentais e os seus complementos (batentes e fechaduras ou ainda vitrais arte que exigia um especialista em vidro).
Podia falar de muitas portas de muitos lugares mas falarei apenas sobre as de Lisboa cidade do Tejo do Fado do espírito bairrista e dos monumentos alusivos ao tempo de ouro dos Descobrimentos.
Quase sempre todas as cidades têm o seu próprio museu. Mas será que o Museu da Cidade de Lisboa tem uma categoria que integre estes pequenos tesouros? 
Criou-se uma página no Facebook sobre as portas de Lisboa destinada seu ao registo fotográfico.
"Este espaço destina-se a todas as Portas de Lisboa.Grandes, pequenas, altas ou largas, todas têm direito à divulgação da sua beleza." Portas de Lisboa no Facebook
Pode encontrar tudo isto na rua. Mas num museu (ainda) não. Exacto. Um museu. 
O local de salvaguarda e de responsabilidade promocional sobre o que é considerado património ou de importância cultural para a sociedade... 
O Museu da Cidade de Lisboa dispõe de um fantástico acervo que reflecte a História da cidade na Pintura Gravura Azulejaria Cartografia Cerâmica Escultura Fotografia etc. 
Mas e as portas as batentes ou as fechaduras?
Entregues ao vadio aos caprichos e ao desgaste do tempo envelhecendo-os ignorados e maltratados por quem não lhes dá valor. 
O velho dá lugar ao novo e é o que irá acontecer de forma gradual a todos estes casos de património num futuro que está a acontecer que prevalece o crescimento sócio-económico urbano do território e da população sob a eterna e privilegiada justificação de que é preciso adaptarmo-nos à mudança e acompanhar a evolução.

Preservar o que nos caracteriza o que nos identifica um nome um rosto de épocas é igualmente importante num mundo paralelo em crescimento.


(Imagem retirada da Internet)

http://www.museudacidade.pt/COLECCOES/Paginas/default.aspx

UMA EXPERIÊNCIA DESINTERESSADA

Experiência desinteressada ou também conhecida como experiência estética é uma forma livre de contemplar o objecto estético seja natureza ou obras de arte.
Livre de conceitos ou teorias da arte vale pela sua reacção emocional ou racional em relação a algo no imediato.

Ao olharmos para algo procuramos criar uma rápida associação à existência desse objecto se nos interessa ou se não. Ao definir um interesse no objecto estamos a criar igualmente juízos de valor. Distinguir e delegar o que é belo e o que é feio sem gosto.
O desinteresse por algo permite que a experiência estética seja apenas uma mera contemplação fixada no objecto e no que nos desperta. Apenas isso.
Alberto Caeiro o guardador de rebanhos falava da natureza como a via e descrevia-a em linhas simples de como era e daquilo que lhe fazia sentir.
Parece simples. E porque é que a complicamos tanto?
Da mesma forma que tendemos a fazer julgamentos sobre tudo e todos esquecemo-nos de que podemos simplesmente olhar apreciando sem desejo sem preconceitos.

Será que o nosso instinto nos atraiçoa?

UMA IMAGEM BONITA


Chovia sem parar num dia cinzento que para a maioria não é mais que um dia triste e melancólico.
Mas para esta menina não.
Enquanto a observava a desenhar o sol numa janela embaciada com total alheio ao mundo o dia ganhou cor.
Na esperança de que o céu amainasse e quebrasse aquele tédio de um percurso sempre igual que insiste em não mudar a menina que na sua ingenuidade de criança tornou-se a minha heroína do momento.
Saio para a rua e os primeiros violentos pingos na cara retomaram-me à realidade.

Fica a imagem bonita de uma menina e um sol num dia de chuva que ainda hoje guardo com profunda gratidão.

MAY I?

Sob muitas formas poderia descrever a motivação da criação deste blog.
Não sei falar de moda informática ou cupcakes...

Home Edition é algo maior.
Um mundo de reflexões e críticas. São ideias e visões pensamentos e realidades. Pequenos nadas.
É em casa que começa a minha viagem com destino incerto cada vez que acordo para mais um dia.

Benvindos!