06 abril 2012

CORRIDA CONTRA O TEMPO




Portas.
Servem de morada de quem vive no seu mundo único e pessoal de memórias e vivências. 
Porque é que as portas merecem sequer algum destaque?
Mais que uma entrada ou saída de quem a passa são um retrato de épocas. 
Do passado do presente e até mesmo do futuro.
Falam de gentes de vidas de rotinas de marcos encerrando a própria História em si.
Portas batentes e aldrabas são Património esquecido. 
Ao contrário da calçada portuguesa que actualmente tem um valor patrimonial e cultural reconhecido internacionalmente as portas de Portugal caíram num profundo enterro.
Destinadas apenas à sua função prática desempenham um papel de passagem de    quem entra e sai de quem vai e vem de quem não quer saber.
As portas (madeira aço ferro vidro alumínio etc) integram partes constituintes como as batentes ou aldrabas ou ainda espelhos de fechaduras que recordam alguns dos ofícios mais antigos de sempre a carpintaria. Não se comprometia apenas a produzir a porta e toda a sua estrutura mas também os trabalhos ornamentais e os seus complementos (batentes e fechaduras ou ainda vitrais arte que exigia um especialista em vidro).
Podia falar de muitas portas de muitos lugares mas falarei apenas sobre as de Lisboa cidade do Tejo do Fado do espírito bairrista e dos monumentos alusivos ao tempo de ouro dos Descobrimentos.
Quase sempre todas as cidades têm o seu próprio museu. Mas será que o Museu da Cidade de Lisboa tem uma categoria que integre estes pequenos tesouros? 
Criou-se uma página no Facebook sobre as portas de Lisboa destinada seu ao registo fotográfico.
"Este espaço destina-se a todas as Portas de Lisboa.Grandes, pequenas, altas ou largas, todas têm direito à divulgação da sua beleza." Portas de Lisboa no Facebook
Pode encontrar tudo isto na rua. Mas num museu (ainda) não. Exacto. Um museu. 
O local de salvaguarda e de responsabilidade promocional sobre o que é considerado património ou de importância cultural para a sociedade... 
O Museu da Cidade de Lisboa dispõe de um fantástico acervo que reflecte a História da cidade na Pintura Gravura Azulejaria Cartografia Cerâmica Escultura Fotografia etc. 
Mas e as portas as batentes ou as fechaduras?
Entregues ao vadio aos caprichos e ao desgaste do tempo envelhecendo-os ignorados e maltratados por quem não lhes dá valor. 
O velho dá lugar ao novo e é o que irá acontecer de forma gradual a todos estes casos de património num futuro que está a acontecer que prevalece o crescimento sócio-económico urbano do território e da população sob a eterna e privilegiada justificação de que é preciso adaptarmo-nos à mudança e acompanhar a evolução.

Preservar o que nos caracteriza o que nos identifica um nome um rosto de épocas é igualmente importante num mundo paralelo em crescimento.


(Imagem retirada da Internet)

http://www.museudacidade.pt/COLECCOES/Paginas/default.aspx

UMA EXPERIÊNCIA DESINTERESSADA

Experiência desinteressada ou também conhecida como experiência estética é uma forma livre de contemplar o objecto estético seja natureza ou obras de arte.
Livre de conceitos ou teorias da arte vale pela sua reacção emocional ou racional em relação a algo no imediato.

Ao olharmos para algo procuramos criar uma rápida associação à existência desse objecto se nos interessa ou se não. Ao definir um interesse no objecto estamos a criar igualmente juízos de valor. Distinguir e delegar o que é belo e o que é feio sem gosto.
O desinteresse por algo permite que a experiência estética seja apenas uma mera contemplação fixada no objecto e no que nos desperta. Apenas isso.
Alberto Caeiro o guardador de rebanhos falava da natureza como a via e descrevia-a em linhas simples de como era e daquilo que lhe fazia sentir.
Parece simples. E porque é que a complicamos tanto?
Da mesma forma que tendemos a fazer julgamentos sobre tudo e todos esquecemo-nos de que podemos simplesmente olhar apreciando sem desejo sem preconceitos.

Será que o nosso instinto nos atraiçoa?

UMA IMAGEM BONITA


Chovia sem parar num dia cinzento que para a maioria não é mais que um dia triste e melancólico.
Mas para esta menina não.
Enquanto a observava a desenhar o sol numa janela embaciada com total alheio ao mundo o dia ganhou cor.
Na esperança de que o céu amainasse e quebrasse aquele tédio de um percurso sempre igual que insiste em não mudar a menina que na sua ingenuidade de criança tornou-se a minha heroína do momento.
Saio para a rua e os primeiros violentos pingos na cara retomaram-me à realidade.

Fica a imagem bonita de uma menina e um sol num dia de chuva que ainda hoje guardo com profunda gratidão.

MAY I?

Sob muitas formas poderia descrever a motivação da criação deste blog.
Não sei falar de moda informática ou cupcakes...

Home Edition é algo maior.
Um mundo de reflexões e críticas. São ideias e visões pensamentos e realidades. Pequenos nadas.
É em casa que começa a minha viagem com destino incerto cada vez que acordo para mais um dia.

Benvindos!