Mas para esta menina não.
Enquanto a observava a desenhar o sol numa janela embaciada com total alheio ao mundo o dia ganhou cor.
Na esperança de que o céu amainasse e quebrasse aquele tédio de um percurso sempre igual que insiste em não mudar a menina que na sua ingenuidade de criança tornou-se a minha heroína do momento.
Saio para a rua e os primeiros violentos pingos na cara retomaram-me à realidade.
Fica a imagem bonita de uma menina e um sol num dia de chuva que ainda hoje guardo com profunda gratidão.
